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Consultório de Moda

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  • Notícias

    Um adeus anunciadoPara todas aquelas que já não dispensam o vestido, as notícias não são animadoras. Os gurus da moda anunciam o fim da recente “era dourada” desta peça de vestuário no próximo Outono-Inverno. Quem quer estar na moda na próxima estação fria, terá que dizer “adeus” aos vestidos e “olá” às calças e a um estilo mais masculino.

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    Os especialistas em moda estão a anunciar “a queda” do vestido. Eles, significando sobretudo editores de moda e designers, decretam que o vestido está morto. Três anos de mulheres em vestido são suficientes.

    «Os olhos estão à procura de alguma coisa nova, assim como a mente», afirma Anne Slowey, directora de notícias de moda da revista Elle. «O vestido foi reproduzido até à exaustão».

    «Agora», refere a editora – significando não exactamente agora mas daqui a alguns meses, em Setembro – «o que vai ser preciso ter para estar na moda é “calças”. Ao primeiro sinal de frio no ar, as calças com cintura subida ou descaída vão sair à rua». Para Slowey, a data de expiração do vestido é «o final de Agosto».

     

     

    Esta previsão surge talvez como alguma surpresa, tendo em conta que os analistas de retalho no grupo NPD há pouco tempo chamaram a 2007 o ano do vestido, com vendas superiores a 5 mil milhões de dólares nos 12 meses terminados em Abril passado e anunciaram uma taxa de crescimento nas vendas de vestidos 30% mais alta do que no ano anterior.

    Pode também ser uma má notícia para as mulheres comuns. É que muitas, ao contrário de Slowey, não querem ser, nem ver, mulheres que se tornam «um pouco mais hard-core, andróginas, um pouco mais masculinas». Embora as calças sejam indispensáveis no guarda-roupa feminino, a verdade é que o vestido beneficia muito mais as formas femininas.

    Durante muito tempo afastado das mulheres, o vestido foi recentemente “descoberto” por uma geração que nunca tinha usado um e para quem esta peça de vestuário era um achado exótico e raro.

    Stephanie Solomon, directora de moda do Bloomingdale’s, faz uma resenha histórica para explicar este facto: «a sua mãe usou o vestido e você usou uns jeans. Ela estava na onda da Jackie O e você na do denim». Contudo, refere que, na altura em que entrou no mundo do trabalho, «todas as mulheres tinham de ter um blaser masculino comprido para usar com calças e uma blusa. Foi o pior. E depois isso mudou».

    Mulheres, jovens e menos jovens, tornaram-se conscientes daquilo a que David Wolfe, director criativo no grupo Doneger, que antecipa tendências de moda e retalho, baptizou de «beleza de muitas opções». Uma mulher pode usar tudo, tal como explica Wolfe, desde peças mais justas, a peças mais largas. E assim, de uma peça “retro”, o vestido foi transformado numa necessidade de guarda-roupa, para benefício das mulheres e daqueles que gostam de olhar para elas.

    Muitas mulheres sentem-se também mais glamourosas e sexys com um vestido, como revelaram algumas compradoras americanas. E acordo com a directora de moda do Barneys New York, Julie Gilhart, «o vestido é a principal peça de vestuário» para se ajustar à velocidade da vida contemporânea, revelando que quando vai viajar «pego em cinco vestidos, um casaco de malha e um outro casaco». Uma “política” que considera eficiente. «Em vez de passar dias a pensar no guarda-roupa, pode concentrar-se em quem vai votar para presidente», acrescenta.

    Mas as “direcções” para a próxima estação fria apontam para um retorno a um estilo mais masculino, com casacos de couro, camisas justas e calças que, segundo Slowey, «tornam mais fácil cruzar as pernas».

    O ciclo está a mudar, mas ainda não aconteceu. Por isso, todas aquelas que gostam de passear nas ruas com um vestido acariciado pela brisa primaveril, ainda têm tempo para aproveitar.

    in Portugaltêxtil

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