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Consultório de Moda

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    Velhos nem os trapos

    Velhos nem os trapos!

    Com a idade, muitas mulheres acham mais difícil vestirem-se com estilo e ir às compras torna-se, para elas, aborrecido e desnecessário. Contudo, é possível manter o estilo depois dos 50 e os exemplos são muitos. Vivienne Westwood, Agnès B e Joan Burstein dão algumas dicas. Até porque velhos, nem os trapos.

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    Para as mulheres mais maduras, o estilo é muitas vezes um problema – mas é tudo uma questão de atitude. «Gostei muito do segundo florescimento», disse uma vez Agatha Christie. «De repente percebe-se, aos 50, que toda uma nova vida se abre perante nós». Palavras inspiradoras, mas pouco tempo depois disso, ela desapareceu. A verdade é que poucas mulheres acreditam num «segundo florescimento», principalmente no que diz respeito ao estilo. Em vez disso, uma palavra é recorrente quando as mulheres com mais de 50 se descrevem: “invisíveis”.

     

    As celebridades que pregam os benefícios do seu “envelhecimento” às revistas – Kim Cattrall, Helen Mirren, Uma Thurman, Kristin Scott Thomas e Sharon Stone – contradizem uma percepção cinzenta. De acordo com a OnePoll, 40% das mulheres britânicas acham que perdem o sentido de estilo por volta dos 40.

    Este dilema feminino colectivo é tão pronunciado que a Vogue britânica dedicou toda a edição de Julho a “dar” estilo às mulheres maduras. «Acho que há uma barreira que se passa aos 45 anos», afirma a editora Alexandra Shulman, que escreveu um artigo sobre a chegada aos 50 anos. «De repente, já não se parece como sempre pareceu, mas ainda não percebeu como ser mais velha».

    Aos 55, Joy Chambers é o exemplo perfeito disto: uma séria mãe de três rebentos, responde com embaraço à mera menção de moda, como se a própria palavra se refira a um mundo do qual ela não faz parte. «Não sei se perdi primeiro o interesse pela moda ou se foi a moda que perdeu o interesse por mim», afirma.

    «Não consigo encontrar nada para usar nas lojas», lamenta Sarah Johnson, de 67 anos. «As camisolas são todas de mangas curtas, cheias de adornos, ou têm um corte tão curto que só uma miúda de 16 anos as pode usar. E as revistas parecem concentrar-se nos jovens».

    Agnès B, a designer que encarna o chique francês e a mulher que consegue tirar 20 anos aos seus 67 simplesmente vestindo-se com astúcia, diz que começou a desenhar precisamente com este problema em mente. «Não creio que este seja apenas um fenómeno britânico. Acontece a muitas mulheres em todo o mundo. As mulheres francesas não são poupadas, mas talvez sejam menos afectadas pelo síndroma. Toda a minha vida tenho lutado contra isto. O meu conselho? As mulheres devem manter o seu próprio estilo mas continuarem a vestir-se com bom senso e gosto».

    Talvez os modelos sejam pouco atractivos. «Até que ponto pode uma mulher de 40 anos identificar-se com a Kylie Minogue, ainda fabulosa aos 40? Estas mulheres são espécimes raros, cuja forma de vida depende de manter uma aparência jovem», explica Shulman. «Para o resto de nós, precisamos de uma atenção maior e uma atitude mais forte à medida que envelhecemos. O tipo de vestuário que comprei enquanto adolescente é o mesmo tipo que adoro. Mas não é, geralmente, o tipo que visto», escreve.

    O reverso da medalha é que há moda mais variada do que nunca. «Sei muitas mulheres normais – não apenas celebridades – que ficam fantásticas em muitos estilos de roupa», afirma Shulman. «Recentemente, num hotel em Veneza, reparei em mulheres de 70 a 80 anos na piscina. Usavam biquínis, baton, toucas de banho e mules e lembro-me de pensar: é assim que eu quero estar naquela idade».

    Diane Von Furstenberg, a designer de 61 anos, decidiu há muito tempo que o conforto deve ser a essência de todas as mulheres com estilo. «Deve usar aquilo em que se sente confortável porque se estiver confortável, está confiante, está bonita».

    «Em algum momento, todas nós achamos que perdemos a pessoa que éramos quando jovens e nos tornamos velhas», sustenta Shulman. «Mas não, e as nossas roupas, e o prazer que pomos nelas, devem reflectir isso».

    «Disfarçar as linhas do pescoço, as pernas ou os braços flácidos, pode ser em si mesmo sedutor», insiste a designer de 67 anos Vivienne Westwood. «Toda a gente sabe que as minhas roupas são sexy. É jogar com a ideia de estar vestido e depois, eventualmente, despido. É muito mais sexy estar vestido. O que realmente me toca é uma mulher que é chique, que se conhece, que não compra por marketing ou publicidade, mas que se dá ao trabalho de parecer bem e mostrar as suas principais qualidades. Isso mostra que é generosa mas ainda assim diferente e desejosa de ganhar com a sua experiência de vida».

    «Quanto mais se avança na idade, mais cuidados são necessários – mas é também importante divertir-se» afirma Joan Burstein, pioneira da moda e proprietária das lojas Browns. «Tenho 81 anos, por isso estou bem consciente das áreas com que as mulheres mais velhas se preocupam. É tudo sobre desviar a atenção dessas áreas. Se está preocupada com os seus ombros, braços ou busto, compre uma bonita écharpe e coloque-a à volta. Use também cores vivas junto do rosto. Nada de branco, que pode ser exaustivo, mas sim rosa pálido, azul ou um laranja profundo. E preste mais atenção ao cabelo e às unhas, porque isso são coisas que a põem para baixo. Se vai à ópera ou sair para jantar, troque a sua carteira normal por uma mais pequena e mais bonita, ou faça a maquilhagem numa maquilhadora profissional. Essas pequenas coisas animam os espíritos».     

    in Portugaltêxtil

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