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Consultório de Moda

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    Um estudo feito em Espanha revela que o vestuário à venda nas lojas não se adequa às medidas reais das mulheres. Com base nas conclusões, o governo espanhol e as grandes marcas de moda, como a Zara e a Mango, estão já a preparar uma nova definição de

    tamanhos que poderá ser alargada a toda a União Europeia.

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    Revolução nos tamanhos

    Os investigadores confirmaram o que milhões de mulheres já sabiam: a indústria da moda não faz roupas com tamanhos adequados ao seu corpo. No maior estudo deste tipo em Espanha, foram medidas, através de scanners a laser, 10.000 mulheres e comparadas três medidas resultantes com as roupas disponíveis nas lojas.

    A conclusão principal do estudo revela que quatro em cada dez mulheres não conseguem encontrar vestuário que se ajuste devidamente ao seu tamanho. Como resultado, o ministro da saúde espanhol, Bernat Soria, revelou já que irá «abolir o sistema actual de tamanhos e mudar para outro que satisfaça as necessidades das consumidoras».

    O estudo concluiu que as mulheres apresentam três formas de corpo: “cilindro”, “ampulheta” e “pêra”. Cerca de um terço das mulheres enquadra-se em cada categoria, embora tendam a deixar a forma de “cilindro” para a de “pêra” à medida que envelhecem.

    As mulheres com idades entre os 19 e os 30 anos têm maiores dificuldades em encontrar roupa que lhes sirva – principalmente porque esta é ou muito pequena ou muito apertada.

    Tendo em conta estes resultados, os retalhistas de moda espanhóis, que se têm espalhado um pouco por todo o mundo, prometeram fazer melhor. Os donos de lojas como a Zara e a Mango concordaram em “sentar-se” com o governo para trabalhar num novo conjunto de medidas que ajude as mulheres a encontrar o seu tamanho exacto.

    Em vez de tamanhos de vestidos como 38 ou 46, por exemplo, as mulheres espanholas terão agora novos tamanhos, incluindo medidas para a altura, ancas, cintura e peito. Vão também fazer-se esforços no sentido de normalizar estes tamanhos em toda a indústria para acabar com a “lotaria dos tamanhos” de que muitas mulheres se queixaram no estudo. «Nunca sabemos qual é o nosso tamanho», afirmou uma cliente da Zara. «Aqui visto um tamanho mas na loja ao lado já visto outro completamente diferente. Torna mais penoso fazer compras».

    O governo prevê que se este novo sistema de tamanhos for bem sucedido será adoptado como padrão por todos os países da União Europeia. Assim que tiver resolvido os problemas das mulheres para encontrar vestuário ajustado ao seu tamanho, vai voltar as atenções para  outro género da população. Os próximos a entrar na cabine de scanner são 10.000 homens espanhóis.

    Medidas de promoção de saúde
    O estudo relativo às mulheres encontrou também algumas conclusões preocupantes. A esmagadora maioria das mulheres classificadas como sendo excessivamente magras disseram estar satisfeitas com o seu corpo, incluindo 70% das que tinham um peso muito abaixo do ideal. «Estas mulheres precisam de ajuda médica para se tratarem», refere Soria. As mulheres entre os 16 e os 19 anos eram as menos satisfeitas com os seus corpos apesar de geralmente terem baixos níveis de obesidade.

    O governo socialista e as autoridades regionais, alarmados pela incidência cada vez maior de desordens alimentares, colocaram o assunto no topo da agenda. O ministro da saúde encerrou websites “pró-anorexia”, acusando-os de promover a não ingestão de alimentos entre as adolescentes e tem apelado às lojas para deixarem de usar manequins nas montras irrealistamente magros, que afirma contribuir para um ideal de corpo pouco saudável.

    Também a Pasarela Cibeles baniu as modelos muito magras dos seus desfiles em Madrid desde 2006, tendo sido seguida por outros eventos do género. Este ano, três modelos britânicas chumbaram nos testes devido ao seu índice de massa corporal demasiado reduzido, abaixo dos 18, tendo sido impedidas de participar na Cibeles, cujos desfiles começaram na segunda.   


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