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Consultório de Moda

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    Com uma nova abordagem e uma temática inspirada pela natureza, Felipe Oliveira Baptista seduziu o público e a imprensa no primeiro dia de desfiles da Semana de Alta-Costura de Paris. Um dia também marcado pela exuberância e sensualidade da colecção de John Galliano para a Dior, inspirada no quadro de “Madame X” pintado por um outro John.

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    Um português em Paris

    Com uma colecção inspirada na Natureza e nas borboletas, Felipe Oliveira Baptista voltou a primar pela criatividade e arrojo, embora pautando-se por um conceito de “vestibilidade”. Para esta colecção, o criador admitiu que tinha «uma vontade real de fazer roupa muito vestível», e embora mantenha o seu trabalho com os volumes, estes tornaram-se mais subtis, para dar origem a «roupa que podemos vestir mais facilmente», tal como explicou.

    Da colecção de Felipe Oliveira Baptista que desfilou no primeiro dia da Semana da Alta-Costura de Paris destacaram vestidos muito curtos, fluidos, com volumes dos lados. O busto é mais rígido, com aplicações de estampados coloridos com motivos inspirados nas borboletas.

    «Observo muitas vezes a natureza e estava mesmo com vontade de tratar as borboletas de maneira diferente. Normalmente, é muito romântico e floral. Queria um resultado mais gráfico e mais forte», declarou o estilista. «Cada peça foi estampada em patchs, feitos com fotos que tirei de borboletas reais que comprei», explicou. Os pedaços de tecidos estampados foram depois aplicados nas peças de vestuário.

    A colecção, dominada pelo preto, azul, vermelho, ocre e branco, mistura a seda, o algodão e o couro. «Adoro misturar os materiais muito preciosos com materiais mais em bruto. Isso acrescenta modernidade ao vestuário», revelou Felipe Oliveira Batista.

    Este primeiro dia de desfiles ficou também marcado pelas colecções de duas importantes casas francesas de alta-costura. Christian Dior e Guy Laroche.

    John Galliano para Christian Dior apresentou uma colecção adequada a um “baile fora de horas”, com sumptuosos vestidos em cores vibrantes, sedas bordadas a ouro e cristais. Para John Galliano, «a alta-costura é o lugar para os sonhos», daí ter marcado a passerelle com modelos repletos de cor e luminosidade, ainda mais realçados pelo cenário sombrio, em tons de cinzento-escuro.

    Uma colecção também marcada pelos contrastes dos volumes, com a parte de cima volumosa a contrastar com saias muito justas, ou com vestidos justos no busto que se transformam em saias volumosas. Uma colecção com detalhes dourados e motivos geométricos que fazem lembrar a obra do pintor Gustav Klimt. Mas a principal inspiração de John Galliano foi o retrato de Amélie Gautreau, num vestido decotado, pintado no século XIX pelo pintor americano John Singer Sargent, e que causou muita celeuma na época. A pintura ficou mundialmente conhecida como “Madame X”

    Muitas celebridades assistiram ao desfile de Galliano para a Dior, nomeadamente a actriz Diane Kruger e a vedeta Dita Von Teese. Nos bastidores de um dos eventos mais glamourosos do mundo, ninguém se preocupava com as quebras das bolsas mundiais. Até porque este é um sector onde as preocupações financeiras não são visíveis, e onde a confiança impera. A “nata” da moda estava reunida na plateia e as mulheres dos oligarcas e as filhas dos multimilionários mantinham a vontade de comprar as peças exclusivas feitas à mão, cujo valor conta sempre com cinco dígitos e onde um vestido pode chegar aos 150.000 euros.

    Bernard Arnault, presidente do LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, revelou que a alta-costura estava a ter um momento de ouro na Dior, em parte graças a mercados emergentes como Moscovo, uma perspectiva que Sidney Toledano, presidente e CEO da Christian Dior Couture confirma, revelando que, no geral, os números subiram 35% em 2007 comparativamente com o ano anterior, com “dinheiro novo” de todos os cantos do mundo a descobrir a alta-costura.

    De acordo com o Le Figaro, as vendas também subiram 30% e 40% na Givenchy e na Lacroix, respectivamente. A Chanel aumentou a produção – se não for demasiado prosaico dizê-lo para algo que pode demorar centenas de horas a coser à mão – em 20%, das 350 peças de 2006. O número de casas de alta-costura em França diminuiu das 106 antes da II Guerra Mundial para as actuais seis, mas essas estão em plena expansão.

    As acções podem até estar a cair nas praças europeias mas o glamour nas passerelles mantém-se e a alta-costura continua a dar cada vez mais cor aos cinzentos mercados financeiros.

    in Portugaltêxtil

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