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Consultório de Moda

Neste consultório encontra informação e aconselhamento sobre moda, imagem e beleza pela estilista e consultora de moda Olga Cardoso Pinto. Temas sobre tendências, novidades e dicas para estar sempre atualizada!

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  • New York Fashion Week

    Mais de 60 estilistas tiveram o privilégio de desfilar as suas criações na Semana Mercedes Benz de Moda de Nova Iorque, que foi realizada pela última vez no centro de Manhattan, mais propriamente no Bryant Park. Uma despedida emocionada que ficou marcada, sobretudo, pelo uso do negro na maioria das colecções apresentadas em passerelle.

     

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    A Semana de Moda de Nova Iorque terminou com um toque de tristeza habitual nas despedidas saudosistas e ainda com a apresentação de colecções, caracterizadas na sua maioria pela elegância e requinte que demonstraram que os grandes estilistas internacionais, apesar das dificuldades, ainda apostam na inovação para (re)conquistar os consumidores. Entre as grandes tendências para o Outono/Inverno 2010-2011 estão as cores escuras, nomeadamente o cinzento-escuro, o castanho e o negro, que reflectem de forma metafórica o estado de espírito de muitos criadores que continuam a lutar contra os efeitos da crise económica. «Os tons escuros são o símbolo do momento», afirmou Marigay McKee, directora de moda e beleza do estabelecimento Harrods, acrescentando ainda que «obviamente os acontecimentos económicos dos últimos anos fizeram-se sentir na forma como os criadores realizam as suas colecções e no interesse dos consumidores».

     

    Na colecção de Tony Cohen, um estilista holandês, quase todas as peças eram pretas. Luca Luca utilizou o cinzento nos seus vestidos, enquanto que o canadiano Mackage apostou no negro, bege e azul-escuro em todo o seu desfile. Se, para a criadora Nicole Miller, «o negro é a cor da sua colecção», para James Aguilar, porta-voz da empresa “Prime Outlets”, as cores escuras são sinónimo de vendas, «sobretudo num momento em que a maioria dos estilistas se vê confrontado a seguir o caminho mais seguro».

    Até Vera Wang, a designer de vestidos de noiva mais célebre nos EUA elevou o negro a tecidos como a organza, o tule e a seda. A criadora assinalou que o uso da “não-cor” deveu-se a uma «metáfora contemporânea relativa à juventude, romance e sofisticação, rodeada ligeiramente com um sentido de mistério».

     

    Para além do negro, a passerelle nova-iorquina rendeu-se aos estilistas estrangeiros, como aconteceu com o colombiano Brian Reyes, que se inspirou na natureza, o brasileiro Alexandre Herchovitch, que preferiu o look punk, e a espanhola Elisa Palomino. Reyes explicou que para criar a sua colecção inspirou-se «numa mulher que se perde no bosque, daí ter recorrido às cores da natureza, os tons do fogo e da madeira para dar vida a peças destinadas a uma mulher urbana e activa». Por seu lado, Herchcovitch inspirou-se na obra do realizador Sergei Paradjanov, para apresentar uma linha de roupa urbana com um um toque punk. «Explorei o lado feminino de uma forma pouco usual», afirmou o estilista brasileiro. Já Elisa Palomino estreou-se com uma colecção inspirada no trabalho do ilustrador japonês dos anos vinte, Kasho Takahata, na qual predominavam os estampados e tons rosados.

     

    Na prata da casa, Ralph Laurena postou na elegância e no luxo através de tecidos como a seda e a lã de dupla face, misturados com fios dourados e prateados, assim com bordados de contas e brilhantes. A paleta de cores variou entre o preto e o bege, misturados com rosa e violeta. «Ralph Lauren nunca deixa o público frustrado», afirmou Nina Garcia, directora de moda da edição americana da revista Marie Claire, acrescentando ainda que «para além de elegante e requintada, a colecção de Ralph Lauren foi composta por peças intemporais que podem ficar no armário durante vários anos. São peças únicas. A colecção de vestidos de noite é igualmente requintada».

     

    Para finalizar o calendário oficial dos desfiles em Bryant Park foi escolhido Tommy Hilfiger, que há 18 anos que apresentava colecções naquele local. «Estou triste, mas a vida contínua e o futuro segue em Lincoln Center», concluiu o designer sobre o lugar que acolherá, a partir de Setembro, os desfiles da Semana de Moda de Nova Iorque. Hilfiger promoveu o “sonho americano” com uma colecção que pretende dar elegância à mulher, numa estética juvenil e pop.

     

    Fonte : Portugaltêxtil

     

     

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