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Consultório de Moda

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    A London Fashion Week encerrou a sua edição comemorativa dos 25 anos com a excentricidade característica de um evento transgressor e com um optimismo renovado relativamente aos criadores da casa, que apostaram no humor e na cor para voltar a cativar consumidores menos receptivos às tendências da moda desde a recessão económica.

     

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    Até há bem pouco tempo, o mundo da moda londrino tinha razões para se lamentar. Não necessariamente por causa dos efeitos da crise económica global, que afecta todos de forma semelhante, mas sobretudo porque a maioria dos grandes estilistas britânicos tinha deixado de desfilar na London Fashion Week, em detrimento de outras semanas de moda com maior projecção. Jonathan Saunders, Mathew Wiliamson, Clements Ribeiro, assim como outras casas de moda que são praticamente emblemáticas do estilo britânico como a Burberry e a Pringle pareciam claramente preferir Paris, Milão ou Nova Iorque para a apresentação em primeira-mão das suas colecções.

    Após o atentado às Torres Gémeas, muitos estilistas europeus decidiram mudar-se de malas e bagagens para Nova Iorque, convencidos de que se os Norte-Americanos não tinham ânimo para ir buscar nova roupa ao Velho Continente, o ideal seria eles próprios levarem-nas até aos Estados Unidos da América. O pólo da moda viajou através do Atlântico e permaneceu por lá durante vários anos, enquanto Paris lutava por manter o seu glamour histórico, apesar das principais casas de moda francesas já não serem lideradas por Franceses.

     

     

    No entanto, e no momento em que celebra 25 anos, muitos estilistas britânicos decidiram regressar à mediática passerelle organizada pelo British Fashion Council, que volta a marcar pontos no mundo da moda como uma das semanas mais inovadoras e originais do mundo, sobretudo devido à grande dose de jovens talentos que a mesma tem lançado ao longo dos anos.

    «Sociologica e criativamente estamos novamente a ganhar pontos, enquanto que a maioria das semanas de moda têm vindo a perder pontos», salientou o jornal The Guardian, acrescentando ainda que «a London Fashion Week teve muitos altos e baixos, que se equipararam a todas as indecisões económicas mundiais, e com a convergência de visões criativas, altamente competitivas, que geraram mudanças na maneira como o mundo inteiro se queria vestir». Actualmente, Londres é uma cidade muito cosmopolita, que engloba alguns dos estilistas mais vanguardistas da actualidade, representativos de uma nova face de um estilo britânico repleto de criatividade. «Esta cidade tem as melhores escolas de design e isso dá origem ao aparecimento de grandes estilistas que têm um futuro na moda internacional», referiu ainda o The Guardian.

    Nesta edição da London Fashion Week não houve excepções e a mesma voltou a dar provas de originalidade e criatividade, mas desta feita não apenas através dos seus jovens criadores mas sobretudo pela participação de alguns dos seus maiores nomes internacionais. Deste modo, Matthew Williamson apresentou uma colecção com o glamour levado ao extremo, através de volumosos vestidos de noite, alternados com mini-vestidos que pareciam pinturas artísticas. «Gosto da forma como este estilista evoluiu, de um visual boémio para um olhar mais atento ao corpo humano, mais sofisticado e ainda mais sexy. Dessa forma, conseguiu ir muito além do esperado», afirmou Hilary Alexander, responsável da secção de moda do The Daily Telegraph.

    Já Paul Smith apostou em cores fortes a relembrar o arco-íris, enquanto que Nicole Farhi desenhou vestidos de cocktail em laranja e tons de verde. «Diverti-me imenso ao misturar cores», afirmou a estilista, acrescentando ainda que «nunca me levo muito a sério como pessoa, mas empenho-me sempre num trabalho sério».

    A Burberry, que teve a responsabilidade de encerrar o certame, reinventou a sua gabardina clássica, transformando-a num vestido. «Adorei o desfile da Burberry. Foi brilhante. Penso que foi diferente do habitual e repleto de classe», afirmou Freida Pinto, a actriz indiana com raízes portuguesas e que ficou conhecida pela sua participação no filme “Quem quer ser milionário?”.

    Vivienne Westwood provou que continua a ser a grande dama da moda, com de um desfile repleto de um glamour punk, bem à sua imagem.

    Em particular, a influência dos anos 80 fez-se sentir em grande parte dos desfiles, nomeadamente através de acessórios metálicos e das suas combinações. Os vestidos apresentados foram curtos e estruturados ou longos e fluidos «Neste momento, toda a gente parece estar à procura de cor. Penso que as pessoas estão à procura de optimismo. Esta Semana de Moda conseguiu trazer de volta uma certa dose de humor e alegria às passerelles e isso, por si só, fez deste um evento de sucesso», concluiu Anna Wintour, editora da Vogue USA.

    Fonte: Portugaltêxtil

     

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