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Consultório de Moda

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  • Portugal Fashion - Gaia 20/21 Março

    PORTUGAL FASHION PROPÕE “URBAN COLOURS” COMO ANTÍDOTO PARA O CLIMA DE PESSIMISMO
    Quinze desfiles de criadores, marcas (vestuário/calçado) e jovens talentos da moda nacional Estreia de Carlos Gil, estilista que veste a primeira-dama Maria Cavaco Silva

    Regresso de Louis de Gama, designer radicado em Londres

    Felipe Oliveira Baptista apresenta propostas de alta-costura que revelou na última Semana da Moda de Paris Fátima Lopes encerra o evento com colecção que evoca a Virgem Maria

     

    “Urban Colours” é o que o Portugal Fashion propõe como antídoto para o clima de pessimismo e desalento que invadiu a sociedade portuguesa. A sofisticação urbana, sensual e irreverente das colecções Outono/Inverno 2009/10 de jovens designers, criadores e marcas de vestuário/calçado vai certamente encher de entusiasmo a passerelle instalada defronte do El Corte Inglés Gaia Porto, em Vila Nova de Gaia, durante os dias 20 e 21 de Março. O programa desta 24.ª edição do evento contempla três desfiles colectivos, dois desfiles em parceria e dez desfiles individuais, sobressaindo no line-up os nomes de Anabela Baldaque, Carlos Gil, Fátima Lopes, Felipe Oliveira Baptista, Júlio Torcato, Louis de Gama, Luís Onofre e Storytailors.

     

    O presidente da ANJE, entidade promotora do evento, sublinha ser “reconfortante verificar que, num período de recessão económica e de falta de confiança generalizada, a nossa Fileira Moda demonstra capacidade para apresentar as suas propostas em 15 desfiles no Portugal Fashion, o que é um número bastante considerável e auspicioso para o futuro”.

     

    Para Armindo Monteiro, o “24.º Portugal Fashion vem provar que a Moda é um sector criativo e industrial que, não obstante a crise mundial, continua a demonstrar vitalidade e a revelar-se competitivo no mercado interno e externo”. Acresce que “o fenómeno da moda, pela criatividade e potencial de escapismo que lhe são inerentes, afigura-se como uma excelente via para esquecer as agruras do dia-a-dia”. Por tudo isto, “há uma obrigação nacional de apoiar o talento, a ousadia e o empreendedorismo dos diferentes agentes da Fileira Moda, em particular as marcas e os criadores”.

     

    Mais: “Nos momentos difíceis exige-se de eventos com competências superlativas e prestígio internacional, como é o Portugal Fashion, um suplemento de energia, dinamismo e determinação em favor da promoção da Fileira Moda”. Neste sentido, acrescenta o responsável máximo da ANJE, “não se espere do Portugal Fashion um ‘baixar de braços’ perante a conjuntura adversa. Tal atitude é contrária ao nosso ADN. É de esperar, isso sim, maior empenho, espírito de sacrifício e criatividade”.

     

    Neste contexto, Armindo Monteiro salienta a parceria com o El Corte Inglés Gaia Porto, parceria essa que permite, pela terceira vez, organizar no 6.º piso do centro comercial o Showroom Portugal Fashion. “Ao associarmo-nos a uma cadeia de armazéns com a dimensão e o prestígio do El Corte Inglés, estamos naturalmente a dinamizar a comercialização das criações dos estilistas e marcas nacionais”, diz o presidente da ANJE, acrescentando que “o volume de vendas dos últimos showrooms superou largamente as expectativas”.

     

    Refira-se que Showroom Portugal Fashion termina este sábado, 21 de Março. Até lá, o público em geral ainda pode visitar o espaço expositor e adquirir peças das principais marcas e criadores portugueses. Com mais de 350 m2, o Showroom Portugal Fashion está aberto desde 9 de Março, entre as 10h00 e as 23h00. Armindo Monteiro aproveita ainda para enfatizar a importância dos restantes parceiros do evento: a Câmara Municipal de Gaia, “que tem dado um contributo importante na organização do Portugal Fashion”; a ATP (Associação Têxtil e Vestuário de Portugal), “cujo know-how é fundamental para o sucesso dos desfiles” e a APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos, “à qual devemos o facto de o calçado ser hoje uma das grandes atracções do evento”.

     

    Felipe no céu

    O programa do 24.º Portugal Fashion arranca no dia 20 de Março, às 20h00, com o desfile colectivo Metro Jovens Criadores, que conta com a participação dos designers de moda Andreia Lobato, Celsus, Autopsy by Jordann Santos, Odete Barreiro by Project ID e Tany Calapez. Segue-se o desfile de calçado da marca Strena, que é assinada por José António Strena, designer que se estreou no Portugal Fashion em Outubro de 2008.

     

    O evento prossegue com um dos pontos altos desta 24.ª edição: a apresentação das propostas de alta-costura de Felipe Oliveira Baptista, que foram aclamadas, em Janeiro último, na prestigiada Semana da Moda da “cidade luz”. O criador radicado em Paris vai dar a conhecer, em Portugal, a colecção intitulada “Inquietude Supersónica”, onde avultam, segundo o autor, “silhuetas híbridas inspiradas num diálogo entre ciência e natureza”, entre “um avião supersónico e um pássaro”. As linhas são “decididas, assumidas e singulares”, enquanto a paleta cromática oscila entre “uma gama de cores intimistas areia, dez tons diferentes de cinzentos, preto e vários tons azuis: marinho, klein, ‘tempestade’”.

     

    Cada uma destas cores “reflecte emoções diferentes: calma, energia e inquietude”. O criador privilegia, nesta colecção, os “tecidos técnicos misturados com flanelas de caxemira e lã”. “Jerseys de seda e viscosas”, “crepes de seda triplos” e “musselinas de seda” figuram entre as novas propostas de Felipe Oliveira Baptista. Trata-se, portanto, de um “patchwork de tecidos diferentes e aplicações de penas bordadas, coloridas e colocadas à mão”, resume o criador.

     

    “As estampas são inspiradas em fotografias aéreas de pistas de karts”, emergindo ainda “linhas desencontradas e misturadas como representantes frenéticas de labirintos sem saída”. Durante o desfile, as manequins vão ostentar capacetes em pele pretos, com viseiras em plexiglass. O criador inspirou-se nos capacetes da aviadora norte-americana Amelia Earhart (1898-1937), a primeira mulher a realizar um voo transatlântico. De resto, a colecção incorpora outros elementos do vestuário de aviação, designadamente casacos e blusões. “L'air du temps?”, pergunta Felipe Oliveira Baptista.

     

    A terminar a noite, o 24.º Portugal Fashion abre a passerelle às propostas para a estação fria da Celtic Jeans, Concreto, iD Values, Orfama e Paula Borges by Lúcia Borges. Num desfile colectivo, as cinco marcas estão encarregadas de demonstrar, uma vez mais, a criatividade, sofisticação e qualidade de confecção da Indústria Têxtil e de Vestuário portuguesa, a qual, apesar da retracção económica, continua a revelar vocação exportadora e capacidade para acompanhar as tendências da moda internacional.

     

    A fechar o primeiro dia de desfiles, Anabela Baldaque apresenta a colecção “Um Dia Feliz”, na qual abundam, segundo a criadora, “pormenores fortes, entre folhos ‘casca de laranja’, jogos de pregas e nervuras em relevo. Os laços de grandes proporções enriquecem os tecidos já de si nobres: veludos, sedas e cetins com efeitos volumosos. Uma silhueta sexy de vestidos com decotes nas costas, decotes cai-cai ou com mangas em pregas e laços a demarcar a cintura.

     

    As cores são de efeito changeant, entre o azul-violeta, o roxo-verde, o bege-castanho e os azuis-petróleo”, explica Anabela Baldaque. No sábado, segundo dia de desfiles, Sónia Pratas e Pedro Pinto vão partilhar a passerelle do Portugal Fashion a partir das 15h00, o mesmo sucedendo, um pouco depois, a Leuna by Elisabeth Teixeira e Diogo Miranda.

     

    Segue-se o desfile individual de Rita Bonaparte, concluindo-se assim uma fase do evento dedicada a criadores que, apesar de jovens, vão dando passos seguros no seu processo de afirmação na moda portuguesa. Trata-se de designers emergentes que, pela qualidade do trabalho que têm vindo a desenvolver, conhecem agora a oportunidade de fazer desfilar as suas colecções em parceria ou individualmente. A meio da tarde, o Portugal Fashion propõe, em parceria com a APICCAPS, um desfile colectivo de calçado, desta feita com as colecções das marcas Atelier do Sapato by Macosmi, Cohibas, Dkode, Felmini, Fly London, Goldmud, Nobrand e Y.E.S. Refira-se que esta última marca, acrónimo de Yield Elegance Shoes, foi recentemente apresentada ao mercado na Micam, feira que tem lugar em Milão e é a maior do sector.

     

    Criada em 2009, a Y.E.S. é primeira marca da empresa de Felgueiras A Jóia Calçado, empresa essa que sempre produziu para outras marcas. Constitui, por isso, mais um exemplo do vigor do sector do calçado, o qual continua, aliás, a ser um dos mais competitivos no mercado externo. Depois deste desfile, o programa do Portugal Fashion prossegue com a moda masculina de Júlio Torcato e a linha mais comercial dos Storytailors.

     

    Sob a etiqueta Narkë, João Branco e Luís Sanchez criaram uma colecção que, como é hábito na dupla, se inspira na mitologia, desta feita em Ícaro. O filho de Dédalo voou demasiado alto em direcção ao sol e por isso a cera que prendia as suas asas derreteu, precipitando-o no mar. Agora, os Storytailors vêem espelhada na ousadia de Ícaro a vontade que têm de “lutar por um objectivo, com paixão e persistência, contra ventos e marés, vencendo contrariedades, por um momento de felicidade absoluta, ainda que efémera... como um desfile de moda”.

     

    Carlos Gil, sob o signo de Maria Ainda antes da hora de jantar, Carlos Gil faz o seu debute no Portugal Fashion. Formado em Design de Moda no Porto e estabelecido há mais de dez anos no Fundão, o estilista veste, desde 2006, a fadista Kátia Guerreiro e é responsável pelo guarda-roupa da primeira-dama Maria Cavaco Silva, que enverga as suas criações em cerimónias oficiais, designadamente no estrangeiro. Não sabemos se será o caso das peças desta colecção Outono/Inverno, onde, segundo o criador, imperam propostas evening wear.

     

    “O brilho da noite evoca reflexos com cor, transportando a mulher à simplicidade e elegância conquistadas”, diz Carlos Gil, a propósito da sua nova colecção. A noite de desfiles é ainda marcada pelas novas criações de Louis de Gama, que volta a participar no Portugal Fashion depois da sua estreia na 22.ª edição do evento, em Março de 2008. Radicado em Londres, o criador português de origem angolana vem ao evento organizado pela ANJE dar a conhecer uma colecção dividida em duas partes: a primeira parte “coloca em evidência vestidos que são leves como o ar e quase extravagantes na sua delicadeza”; a segunda é caracterizada “por casacos sem costas, xadrez em preto e bege”.

     

    “O casamento dos dois lados da colecção ganha forma com exagerados volumes manufacturados em rosa, vermelho e pele preta, bem como com boleros de renda, que são colocados em vestidos com faixas de chiffon às pregas”, esclarece Louis de Gama. O calçado volta, pouco depois, a estar em destaque, desta feita no desfile de Luís Onofre. Para a estação fria, o designer propõe uma colecção que nos transporta para “tempos já passados, evocando as botas militares da Primeira Guerra Mundial, com um leque de cores e um trabalho de acabamento desconcertantes”.

     

    Neste contexto, Luís Onofre privilegiou “os tons naturais, mel e castanho. Destaque ainda para o comum dos cinzas, que, com acabamentos inovadores no envelhecimento das peles, ganha novas formas nesta colecção, reforçando o look vintage”.

     

    Fátima e a Virgem

    O Portugal Fashion encerra, como habitualmente, com a colecção de Fátima Lopes, a mesma que a criadora fez desfilar no calendário oficial da Semana de Prêt-à-Porter de Paris, no dia 4 de Março. Para a próxima estação fria, a criadora propõe uma colecção “espiritual”, segundo palavras da própria. É que Fátima Lopes inspirou-se, imagine-se, nas madonas (representações da Virgem Maria com o menino Jesus), o que remete para um imaginário religioso e icónico onde a beleza e a santidade são sublimadas por vestes negras, misteriosas, quase místicas.

     

    Neste contexto, a criadora descreve assim a sua colecção: “Silhueta sóbria, preta, quase austera, tal como as religiosas dos tempos modernos. Os cortes são estruturados, mas femininos”, o que significa que “a Madona/Virgem se torna glamourosa e livre”. O preto é a cor predominante nesta estação, preto esse que surge realçado com pequenas nuances de branco e vermelho-sangue. Para Fátima Lopes, trata-se de uma “colecção obscura e plena de graça”.

     

    O projecto Portugal Fashion é da responsabilidade da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários, em parceria com a ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional.


     

     

    in Gabinete de Imprensa do Portugal Fashion

     

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