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Consultório de Moda

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  • Notícias - A alegria da Moda

     

    A alegria na moda As preocupações que o mundo padece parecem ter-se desvanecido na São Paulo Fashion Week, onde a cidade mais importante do Brasil e de toda a América Latina – em termos de produção e comercialização de moda – provocou o entusiasmo e ensinou que a alegria pode, e deve, estar presente no guarda-roupa.

     

     

    A São Paulo Fashion Week (SPFW) apresentou, durante uma semana, o que de melhor e mais selectivo se faz em termos de design de moda numa indústria que move 50.000 milhões de dólares anuais no Brasil. Com o mote “Brasileirismos”, a ideia do certame centrou-se em retrarar a alegria característica do povo brasileiro, homenageando ainda Carmen Miranda.

    Trinta e oito marcas apresentaram as suas colecções para o Outono-Inverno 2009/2010 com linhas repletas de tons escuros – desde o preto aos cinzentos – que deixam adivinhar uma certa influência das tendências europeias e americanas e que podem ser traduzidas como o reflexo do próprio clima mundial face à recessão económica. Entre as cores de eleição para a próxima estação fria encontra-se ainda o roxo, que volta a estar na moda em tonalidades brilhantes e luminosas ou mais maculadas e pálidas; o verde, que se opõe ao roxo; e o azul, que surge firme no horizonte da moda. A dupla vermelho/azul surge em modelos tradicionalistas como o xadrez escocês.

     


    Entre os principais desfiles apresentados durante o certame surge uma nota comum praticamente a todas as colecções: o politicamente correcto, bonitinho e bem confeccionado. Poucas foram as marcas que inovaram ao ponto de conseguir despertar o desejo imediato de compra. Os destaques da estação foram, todavia, para marcas como a Osklen ou a Animale. A primeira criou uma colecção a partir da construção e desconstrução, conseguindo promover continuidade e evolução ao seu estilo. Já a Animale, com a talentosa Priscila Daroldt como estilista principal, apostou num estilo elegante e conceptual, com um equilíbrio perfeito entre os dois elementos, resultando numa colecção comercial que retém todavia a classe e a sensualidade de sempre. O desfile revelou ainda modelagens apuradas, complexas, sem cair na excentricidade, contrapondo vestidos leves de seda às formas mais rígidas de casacos e de calças em lã. Os tecidos incorporam valor tecnológico, com destaque para um desenvolvimento que muda de cor em função da temperatura da pele. Este inovador tecido resultou de uma parceria com a BASF. Com uma equipa vocacionada para a pesquisa de moda e tendências, a empresa alemã posiciona-se estrategicamente no sector, desenvolvendo processos e produtos químicos especiais para impulsionar o crescimento e competitividade da indústria têxtil e da moda brasileira. «Acreditamos que a integração entre a criação do estilista e a tecnologia e inovação da indústria química é fundamental para o sucesso e evolução da indústria têxtil. O tingimento termocrómico desenvolvido para a Animale vai ao encontro do conceito de inovação para o sector», afirmou David Baecker, gerente da unidade têxtil da BASF.

    Inspirando-se nas esculturas geométricas do romeno D.H. Chiparus (artista art deco do início do século XX) e num futurismo também ele com apontamentos a relembrar o passado, Reinaldo Lourenço misturou tudo ao seu próprio estilo e adivinhou o que a mulher vai querer usar. Desta forma, apresentou uma distinta selecção de vestidos de sonho.

    Mas uma das imagens mais bonitas da São Paulo Fashion Week aconteceu após o fim dos desfiles, precisamente quando o certame já estava na hora da despedida. Uma chuva de papel metalizado picado caiu do tecto, juntamente com bolas coloridas que se foram espalhando pelo prédio da Bienal, ao som de "Alegria, Alegria" de Caetano Veloso. O evento terminava, assim, com a celebração da felicidade – tema da estação – e do desejo de que todos fizessem parte de um mesmo projecto: «o de construir uma moda brasileira cada vez melhor e mais forte», como salientou a organização. Dentro deste contexto, Maria Prata, editora da Vogue brasileira, considerou o tributo aos brasileirismos como uma exaltação da diversidade de recursos que o país possui, assim como uma celebração da sua exuberância. «Acredito que isto é o melhor do Brasil: a nossa alegria e a nossa forma de estar. Penso igualmente que o objectivo deste evento e do seu tema era sobretudo influenciar o mundo a ser mais optimista, mesmo quando a crise bate à porta e espero que se tenha alcançado essa meta», concluiu Maria Prata
     


    in Portugaltêxtil
     

     

     

     

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