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Consultório de Moda

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  • Lingerie modeladora convence

    "O culto do corpo e a necessidade de bem-estar está a levar cada vez mais consumidoras a procurar lingerie modeladora das formas corporais. Os produtores e marcas de lingerie estão a aproveitar o bom momento para lançar novos produtos, com mais funcionalidades, mas sem esquecer o conforto e a sedução.
     

    Lingerie modeladora convenceEm Maio de 1968, as francesas queimavam o seu soutien para afirmar a sua liberdade. Quarenta anos depois, elas procuram uma lingerie que de retro tem apenas um formato semelhante e o mesmo nome, e onde os benefícios e vantagens são essenciais. Os profissionais usam sinónimos como escultora, modeladora, alisante, sublimadora das formas, ou até anglicismos como “shape” (modelar): da Dreamshape, a linha da Penn Elastic, à Pure Shaper (da Triumph International), passando pela colecção Shaping You da Nylatex.

    Tantos adjectivos para descrever uma tendência que ainda não é de fundo mas que se está a desenvolver em França, numa altura em que já foi adoptada há muito pelos mercados ango-saxónicos (a famosa «terrível cinta alisadora do ventre» de Bridget Jones é uma boa ilustração) e asiáticos, nomeadamente japonês.

    A razão deste novo interesse para uma lingerie que apaga as gorduras supérfluas e enaltece as formas femininas? Há um conjunto de justificações. A começar pelo actual culto do corpo, do bem-estar, da imagem. «Neste caso, o “morphingwear” permite mostrar uma bela silhueta sem passar pela cirurgia estética. É mais barato e menos irreversível que uma operação», sublinha Marie-Dominique Tabard, responsável de comunicação da Wacoal, a marca japonesa, que há décadas que propõe pantys ou lingerie que modela e trabalha os músculos, apoiando-se nos desenvolvimentos do seu próprio gabinete de pesquisa. «Faz parte dos pequenos segredos de beleza das mulheres para conseguirem um corpo de sonho num piscar de olhos e serem belas e atraentes sem se inscreverem num ginásio», acrescentam na Triumph, que este Outono lançou uma panóplia completa de roupa interior modeladora Pure Shaper.

    Um culto do corpo feminino que, paradoxalmente, se confronta com uma morfologia em evolução. O estudo da morfologia francesa demonstrou que as mulheres ganharam em formas. Nos seios mas também na cintura e anca. Uma modificação da silhueta transgeracional, que exige – para evitar a escravatura da dieta, dos ginásios e dizer adeus aos complexos – uma lingerie que disfarce ou modele. Pregando o retorno a uma feminilidade exacerbada, conduzindo a silhuetas mais construídas, marcando a cintura (calças de cintura alta, vestido cintado), o pronto-a-vestir de amanhã quase que induz o recurso a esta modelação do corpo. «Antes, havia cinturas baixas e era difícil pôr por baixo umas calcinhas de cintura mais alta. Agora será mais fácil e quase necessário ter este tipo de produto», justifica Pascale Briand, do gabinete de tendências Carlin International. Um produto que a recente vaga de lingerie retro – trazida pela reedição do Coeur croisé da Playtex (por ocasião dos seus 40 anos), com calcinhas com linhas mais altas que abrangem a cintura e o soutien quase cónico – trouxe de novo à ribalta.

     

    Para os produtores de lingerie, trata-se de fazer valer o seu know-how, de retomar o poder num domínio que tem vindo a ser perturbado pelo lançamento de linhas de lingerie pelas marcas e cadeias de pronto-a-vestir. Apostando em produtos com maior valor acrescentado e muito técnicos, os especialistas querem conjurar este movimento que pôs em causa a sua supremacia. «A lingerie tornou-se apanágio de toda a gente», lamenta Marie-Dominque Tabard. «Ora, a lingerie é muito técnica, é preciso um verdadeiro know-how», considera.

    Os produtores de tecido para lingerie estão, por isso, a fazer evoluir tecnicamente as suas malhas (que não se desfazem e podem ser confeccionadas sem costuras, para se tornarem ainda mais invisíveis), mas «não se esquecem da carta da sedução», sublinham na Liebaert. A produtora de malhas belga propõe malhas do género há 60 anos, mas recentemente sentiu a mudança do mercado: «são globalmente as mesmas marcas que nos pedem estes produtos. Mas a procura evoluiu para modelos mais fantasia». Assim, na linha Magic Curve, com uma tricotagem específica, que não se desmancha, e uma dose de elastano, a empresa propõe agora jacquards florais ou luxuriantes, com superfícies acetinadas e com estampados ricos e exuberantes.

    Tal como a Liebaert, os especialistas do género – como a Nylatex ou a Penn Elastic – já aligeiraram bastante as bases modeladoras. Compostos de microfibras, estes tecidos apostam na ligeireza, quase transparência, sem perder a sua nervosidade, com a densidade a apoiar-se na construção específica da malha e na presença do elastano.

    No capítulo das malhas especiais e de performance, a Wacoal distingue-se, com o recurso a uma construção especial do tecido e dos fios, mas também por um reforço no ventre, que vai ter espaço no próximo elemento da gama “morphingwear” My Panty: umas “pantys” que, além de disfarçar, fazem emagrecer «se as usar 15 minutos por dia». Tudo se joga com a «microestimulação das ancas, graças aos fios de resina aplicados em forma cruzada». Uma técnica que a empresa acaba de aplicar nuns calções masculinos. Comercializados no Japão, estes calções podem entrar no mercado francês no próximo ano. Agora que as consumidoras francesas começam a sucumbir ao charme do modelador, os homens, mais ciosos da sua aparência desde a vaga dos “metrossexuais”, podem rapidamente vir-se a tornar um alvo para este mercado."
     

     

    in Portugaltêxtil

     

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