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Consultório de Moda

Neste consultório encontra informação e aconselhamento sobre moda, imagem e beleza pela estilista e consultora de moda Olga Cardoso Pinto. Temas sobre tendências, novidades e dicas para estar sempre atualizada!

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    Há quem diga que as tendências de moda deixaram de existir, sobretudo devido à multiplicidade de estilos e a uma mistura de influências que as tornam cada vez mais difíceis de identificar. O século XXI é o melhor exemplo disso mesmo, ao englobar influências presentes, passadas e futuras, conjugando-as de forma moderna, irreverente e muito fashion.


    O bom-senso nas escolhas, a clareza na valorização dos pontos fortes, e um certo requinte devem estar sempre presentes, na hora da escolha de uma qualquer indumentária. Não só porque a roupa é uma forma de comunicação mas sobretudo porque a mesma – quando escolhida de forma ideal – transmite a “última moda” e as principais tendências de uma estação, dando, na maioria das vezes, a orientação ideal das silhuetas, materiais ou cores da temporada. No entanto, devido à velocidade à qual a moda se renova entre as duas temporadas de um mesmo ano, muitas das vezes os ícones de estações passadas acabam por se prolongar pelas estações seguintes, trazendo uma certa mistura de estilos e fazendo com que as tendências percam a força de outros tempos. Não se trata, todavia, de “falta de criatividade” por parte dos estilistas, mas sim de características que caíram no gosto dos consumidores e que acabam por “sobreviver” ao fast-fashion por mais tempo do que o inicialmente pensado. «Tendência é uma palavra que já não existe. A partir do momento em que existem mais de 800 desfiles por temporada, espalhados pelo mundo inteiro, e em que cada estilista apresenta o seu ponto de vista, as mulheres acabam por se perder no caos», salientou no último São Paulo Fashion Week, a editora de moda Regina Guerreiro.

    No próximo Inverno, a conjugação e prolongamento de tendências reflectir-se-á sobretudo nas calças skinny, cujo prazo de validade continua intacto e tem vindo a sobreviver ao longo das estações, apesar das constantes tentativas – por parte dos designers – de retomar as calças largas e bocas-de-sino. Paralelamente as calças de cintura descida são também uma vitória nos armários dos consumidores, ainda que nos últimos anos as passerelles tenham estado cheias de calças com cintura mais subida que, todavia, nunca chegaram a triunfar. Outro grande e bom exemplo do prolongamento das tendências são precisamente as leggings, que fizeram furor nos anos 80 e regressaram há uns anos para serem um dos itens essenciais dos guarda-roupas femininos.

    Desta forma, esta dissolução de tendências acaba por não ser de todo negativa, porque a mesma proporciona a possibilidade de serem usados diferentes tipos de peças, que apesar de não serem consideradas exactamente “in”, não causam – ao menos – estranheza ao serem combinadas com o estilo de quem as usa, tornando-as, de certa forma, originais e irreverentes. O nosso conselho vai para que siga as propostas dos especialistas, sem no entanto descurar a sua própria opinião ou perder a sua personalidade própria, recriando assim aquilo que se pode designar de «tendências próprias».

     

    in Portugaltêxtil

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